sexta-feira, 17 de abril de 2009

Devaneio de um carrossel homo cinético a lá Foo Fighters ...


Devaneio de um carrossel homo cinético???????????

Sim, essa frase foi a melhor forma de tentar expressar um pouco do meu sentimento nesse post.hoje trago a vocês uma das bandas de maior influencia em minha jornada tanto musical como ser humano, e hoje ao ouvir essa música percebi que estou vivendo isso que nosso querido Dave Grohl retrata muito bem na música do vídeo abaixo...Destaco o refrão profundo que diz o seguinte:

“Em tempos assim, você aprende a viver de novo
Em tempos assim, você dá e dá de novo
Em tempos assim, você aprende a amar de novo
Tempos assim vivem se repetindo”

Assista e reflita sobre a letra... vale a pena.... ladies and gentlemen, com vocês:
Foo Fighters em Times Like These (Temos assim)



Pra quem se interessar em saber mais sobre o Foo Fighters. Clique AQUI!
Falô BeLê! Belê Total =D

domingo, 12 de abril de 2009

É possivel evitar a Lei de Murphy???...



Muitos já ouviram falar da Lei de Murphy em algum momento de sua vida quando se deparou diante de uma catástrofe aparentemente inevitável. Eu mesmo sempre que me dou mau atribuo ao meu colega Murphy todos meus fracassos (rs..rs..). Enquanto a maioria de nós gosta da Lei de Murphy pela capacidade de explicar nosso senso de impotência em certos casos, outros enxergam a lei como uma ferramenta. Pelo menos uma pessoa a vê como uma equação matemática que pode prever as chances de processos darem errado. Joel Pel, engenheiro biológico da University of British Columbia (em inglês), criou uma fórmula que prevê a ocorrência da Lei de Murphy.

A fórmula usa uma constante igual a um, um fator inconstante e algumas variáveis. Nesta fórmula, Pel usa a importância do evento (I), a complexidade do sistema envolvido (C), a urgência da necessidade de o sistema funcionar (U) e a frequência com que o sistema é usado (F).

Em um ensaio escrito para a revista Science Creative Quarterly, Pel usa o exemplo de prever a ocorrência da Lei de Murphy quando um motorista precisa dirigir seu Toyota Tercel (em inglês) em um trajeto de aproximadamente 100 km até sua casa debaixo de uma tempestade sem que a embreagem quebre. Usando a Equação de Murphy, Pel chegou a uma resposta igual a 1, o que significa que a embreagem do Tercel com certeza vai quebrar em uma tempestade. Apesar de todos que conhecem um Tercel esperarem que isso aconteça, é um certo consolo saber que isso pode ser previsto matematicamente [fonte: Science Creative Quarterly (em inglês)].

A Lei de Murphy lembra aos engenheiros, programadores de computador e cientistas uma verdade muito simples: sistemas falham. Em alguns casos, a falha de um sistema significa que o experimento deve ser repetido. Em outros casos, o resultado de uma falha pode custar muito mais caro.

A NASA sabe disso. A agência espacial já teve inúmeras falhas e, apesar de o número ser proporcionalmente pequeno em relação ao seu sucesso, as falhas geralmente custam muito caro. Ironicamente, no caso de uma nave não tripulada em órbita, um conjunto de sensores tinha duas maneiras de ser conectado e - exatamente como aconteceu no teste Gee Whiz de Murphy - todos os sensores foram conectados de maneira incorreta. Quando os sensores não funcionaram como havia sido projetado, os pára-quedas, cujo propósito era diminuir a velocidade da nave não abriram, e a nave se estraçalhou no meio do deserto [fonte: MSNBC (em inglês)].

São exemplos como esse, junto com a consciência da Lei de Murphy, que levaram designers a instalar dispositivos de segurança. Há vários exemplos desses equipamentos à nossa volta. Alguns são sistemas que usam escolhas limitadas para reduzir erros, como pinos de tamanhos diferentes em um plugue elétrico. Outros são mecanismos que evitam que as coisas passem de ruim para pior em caso de falha, como as máquinas de cortar grama que têm alavancas que precisam ser pressionadas para a máquina funcionar. Se a pessoa que opera a máquina soltar a alavanca, o cortador pára de funcionar.

Dispositivos de segurança também são conhecidos como "à prova de idiotas". Mas a Lei de Murphy tende a entrar em ação, mesmo quando todo cuidado foi tomado para garantir que falhas ou catástrofes não aconteçam. Isso nos leva à última lei relacionada à Lei de Murphy que mencionaremos: a Lei de Grave, que diz que "se você faz algo à prova de idiotas, o mundo criará um idiota melhor".

Fonte: http://www.hsw.uol.com.br/


Pra mim os dispositivos "à prova de idiotas" são meros instrumentos capitalistas que visam evitar perda de produção, a final estamos na Era do "Time Is Money", perder tempo achando o plug correto do PC de uma empresa que precisa faturar um monte de pedidos por minuto significa desperdício onde a Lei de Murphy não o ajudará a justificar sua falha para não ser demitido. Então quando ver qualquer dispositivo que tente limitar a Lei de Murphy, saiba que na verdade ele quer limitar seu fracasso para transformando em algo produtivo em outro momento (ao menos a idéia é essa... rsrs)
Saiba mais sobre a Lei de Murphy clicando AQUI
Falô belê! Belê Total =D

sábado, 28 de março de 2009

É possível mudar o sistema sem mudar o homem?...

Dez mil anos já se passaram desde que o primeiro homem aproveitou-se do trabalho do vizinho para lucrar. E até agora nada mudou.
Civilizações surgiram e desapareceram. Impérios soçobraram. Guerras, fome e miséria acompanham a humanidade desde então. E nada. Absolutamente nada mudou.
Culpar a quem, senão ao próprio homem?
Propostas surgiram, avançaram, mas jamais alcançaram o bem-estar.
O homem continua só e solitário. A batalha do dia-a-dia não lhe permite raciocinar. E o que é a batalha do dia-a-dia senão guerra de outro tipo?
E o que é a exploração do homem pelo homem que não escravidão disfarçada? O que fazer? Essa pergunta já foi feita e deu no que deu. Outra pergunta: É possível mudar o sistema sem mudar o homem?
É a História quem responde: nada feito. Mudar o homem. Eis a solução. Mas de que forma?Alguém tem alguma idéia?
Diógenes percebeu isso há 2.500 anos. Quando lhe perguntaram a razão de andar com uma lanterna acessa durante o dia, respondia: procuro o homem.
Platão fez algumas sugestões, Aristóteles também tentou. Que o digam SãoTomás de Aquino e Santo Agostinho. Os utopistas cansaram de oferecer alternativas. Thomas Morus dirá que o decapitaram e depois o santificaram. Tudo por obra do animal homem. Até Marx foi enganado. Porque acreditava no homem generoso e no homem solidário.
O resultado todos conhecem.
Então não haverá solução?
Claro que há.

Ela começa por você!



Falô belê! Belê total... =D

segunda-feira, 16 de março de 2009

U2 presents: "Nenhuma linha no horizonte"


A unânime banda, U2, lança seu novo CD: No Line On The Horizon \o/
O 12º álbum de Bono e sua trupe não decepciona. Tem algo que lembra o “War“… e algumas pontas pop da fase atual.
Porem o perfil do grupo continua com o engajamento político-social de outrora....
A novidade é que além de ter edição em CD, terá também um duplo vinil marcando o retorno da mídia LP que garante mais qualidade de áudio.
O cd está maravilhoso, choca em um primeiro momento tal como o Vertigo, mas o U2 é uma banda que produz Cd para Show Bizz então não juguem antes de ver a performance ao vivo, pois foi assim com o Vertigo e o All That You Can’t Leave Behind

Destaco a música que abre o disco: No Line On The Horizon e a sublime
Sente a vibe ae:
No Line On The Horizon




Get On Your Boots





Falo Bele! Bele total =D

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mr. Big Returns....

Isso mesmo!! A mega-ultra-power band dos anos 90 esta de volta, Mr. Big talvez seja pouco conhecido no Brasil mas acredite, já colocaram 100 mil pessoas no festival M2000 Summer Concerts ao lado de Dr. Sin e Raimundos em 1991.
E agora estão de volta para comemorar os 20 anos de estrada, com a formação original!!!

A banda Mr. Big começou em 1989 com o quarteto Paul Gilbert (guitarra), Billy Sheehan (baixo), Eric Martin (vocal) e Pat Torpey (bateria). Todos os músicos eram bem experientes, Eric cantava desde os 10 anos, Paul começou a tocar aos 9 anos, além de ter sido guitarrista do Racer X, Billy tocou no Talas, UFO e com David Lee Roth e Pat tocou com Robert Plant, John Parr e Belinda Carlisle.

O resultado desta união veio logo no primeiro ano, com o lançamento de “Mr. Big”, pela Atlantic Records. O sucesso chegou cedo com as canções “Big Love” e “Addicted to That Rush”.

No ano seguinte, o grupo saiu em turnê e na volta, já começou a preparar o novo álbum, “Lean Into It”. As canções “Lucky This Time”, “Green-Tinted Sixties Mind” e “To Be With You” foram as responsáveis pelo sucesso, esta última, inclusive, esteve no topo das paradas em 1991. Dois anos depois chegava às lojas de todo o mundo o terceiro disco, “Bump Ahead”, considerado o de melhor qualidade da carreira.Em 1996, saiu o disco “Hey Man”, que não obteve o mesmo sucesso dos anteriores e Paul e Billy decidiram se dedicar a outros projetos. Paul lançou o primeiro disco solo, “King of Clubs”. Já Billy criou outra banda, a Niacin, de jazz e rock, com o tecladista John Novello e o baterista Dennis Chambers. A turnê do disco solo de Paul fez com que ele saísse da banda logo depois.

O grupo enfrentou conflitos internos desde o início, mas soube administrá-los para que nada atrapalhasse o trabalho. Eles decidiram tirar uma folga até que, em 1999, se reuniram novamente. Precisavam de um novo guitarrista e foi chamado o amigo Richie Kotzen, ex-Poison. Com a nova formação, o grupo entrou em estúdio e o resultado foi o disco “Get Over It”, que não obteve um bom retorno dos fãs.

Em 2000 Billy resolveu, então, gravar um novo álbum com a Niacin, “Deep”. No ano seguinte, começaram a gravar outro trabalho, “Actual Size”, mas os conflitos pioraram. O disco foi lançado no Japão, o que não evitou mais problemas. Havia discordância sobre o disco, o som, a turnê, entre muitos outros assuntos. A solução do grupo foi despedir Billy.

Assim que o produtor da turnê no Japão ficou sabendo da decisão do grupo, cancelou os shows. Uma nova reunião foi marcada e Billy concordou em tocar nos shows, mas não voltaria ao grupo se grandes mudanças não fossem feitas. Eles decidiram, então, que, após a turnê, a banda acabaria.

O último show em Tóquio foi registrado e lançado em CD e DVD: “Mr. Big in Japan”. Em 2003 ainda saiu um álbum tributo, “Influences and Connections”, em que os integrantes e músicos que influenciaram ou foram influenciados pelo grupo gravaram algumas das canções que marcaram a carreira do Mr. Big. O único a não participar do álbum foi Paul Gilbert.

Como dato final, não podemos esquecer da grande influencia que teve Mr. Big no Japão, como podemos ver com grandes shows. De fato, podemos encontrar a canção de "Shine" em uma das melhores series japonesas, Hellsing.
Confiram alguns videos dos nervosos ae:
Lançamento da Turne 2009 - Música: Green-Tinted Sixties Mind


To Be With You - 1991



Vale a pena sacar outras músicas e videos desses caras

Falô Belê! Belê Total =D

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Grato! na Estrada...


Galéra... primeiramente peço desculpas pela demora em uma nova postagem, mas estou organizando algumas coisas pessoais, além de muito trampo...
A partir de março as postagens Rock´n Roll do Deidão voltam ao normal
Enquanto isso hoje vou falar da nova formação da Grato! que estreou nesse ultimo sábado 14/02...
Simplesmente sensacional!!!!!Quem foi na apresentação pode falar melhor...
Eu fico aqui com as SINCERAS BOAS VINDAS AO New GuitarGratático: Leandro...
A história é simples, ensaiamos uma vez e foi rock a primeira vista e deu no que deu...

pra quem não viu acompanhe a agenda da banda e confira...

Seja bem vindo bravo Padauam e que a Força esteja com você \o/


Deidão!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Israel X Palestina - A água (que ninguém vê) na guerra...

Na guerra do momento - Israel em Gaza -, por que a mídia não fala sobre a água - um dos itens mais importantes dos conflitos no Oriente Médio? Embora Israel tenha sérios problemas com recursos hídricos, detém o controle dos suprimentos de água, tanto seus como da Palestina. Além de restringir o uso d'água, luta pela expansão do seu território para obter mais acesso e controle deste recurso natural.
"Para além das manchetes do conflito do Oriente Médio, há uma batalha pelo controle dos limitados recursos hídricos na região. Embora a disputa entre Israel e seus vizinhos se concentre no modelo terra por paz, 'há uma realidade histórica de guerras pela água' - tensões sobre as fontes do Rio Jordão, localizadas nas Colinas de Golã, precederam a Guerra dos Seis Dias". Raymond Dwek - The Guardian, [24/NOV/2002]

Ana Echevenguá* disse: A nossa sobrevivência na Terra está ameaçada. Sem alimento, o ser humano resiste até 40 dias; sem água, morre em 3 dias. Somos água! Mas, enquanto a população se multiplica e a poluição recrudesce, as fontes de água desaparecem. Na guerra do momento - Israel em Gaza -, por que a mídia não fala sobre a água - um dos itens mais importantes dos conflitos no Oriente Médio?

Oriente Médio... uma região aonde água vale mais do que petróleo... E sempre nos passam a idéia de que lá as guerras ocorrem pela conquista das reservas de petróleo. E a conquista das reservas de água? Em 1997, o então vice-diretor geral da UNESCO, Adnan Badran, no seminário "Águas transfronteiriças: fonte de paz e guerra" (que centrou os debates nas águas do Mar Aral, do rio Jordão, do Nilo...) disse que "a água substituirá o petróleo como principal fonte de conflitos no mundo". Embora Israel tenha sérios problemas com recursos hídricos, detém o controle dos suprimentos de água, tanto seus como da Palestina. Além de restringir o uso d'água, luta pela expansão do seu território para obter mais acesso e controle deste recurso natural.

Ali, ele é o "dono" das: - águas superficiais: bacia do rio Jordão (incluindo o alto Jordão e seus tributários), o mar da Galiléia, o rio Yarmuk e o baixo Jordão;- águas subterrâneas: 2 grandes sistemas de aqüíferos: o aqüífero da Montanha (totalmente sob o solo da Cisjordânia, com uma pequena porção sob o Estado de Israel), aqüífero de Basin e o aqüífero Costeiro que se estende por quase toda faixa litorânea israelense até Gaza. Tais águas são 'transfronteiriças', recursos naturais compartilhados.

Segundo recente inventário da UNESCO, 96% das reservas de água doce mundiais estão em aqüíferos subterrâneos, compartilhados por pelo menos dois países (dai vem a promessa Biblica de "Terra que emana leite e mel").

Há regras internacionais para o uso dessas águas. Algumas destas obrigam Israel a fornecer água potável aos palestinos. Mas Israel não compartilha a água; afinal, tais regras internacionais não prevêem mecanismos de coação ou coerção; é letra morta. O Tribunal Internacional de Justiça, até hoje, condenou apenas um caso relacionado com águas internacionais.

A estratégia de Israel é outra. Em 1990, o jornal Jerusalém Post publicou que "é difícil conceber qualquer solução política consistente com a sobrevivência de Israel que não envolva o completo e contínuo controle israelense da água e do sistema de esgotos, e da infra-estrutura associada, incluindo a distribuição, a rede de estradas, essencial para sua operação, manutenção e acessibilidade" (1). Palavras do ministro da agricultura israelense sobre a necessidade de Israel controlar o uso dos recursos hídricos da Cisjordânia através da ocupação daquele território.
O Acordo de Paz de Oslo de 1993, por exemplo, estipulou que os palestinos deveriam ter mais controle e acesso à água da região. Nessa época, segundo o professor da Hebrew University, Haim Gvirtzman, dos 600 milhões de metros cúbicos de água retirados anualmente de fontes na Judéia e Samaria, os israelenses usavam quase 500 milhões, satisfazendo cerca de um terço de suas necessidades hídricas. Para ele, isso gerou um 'direito adquirido sobre a água'. Questionado sobre o acesso palestino à água, o professor respondeu:
"Israel deve somente se preocupar com um padrão mínimo de vida palestino, nada mais, o que significa suprimento de água para eles só para as necessidades urbanas. Isso chega a cerca de cinqüenta/cem milhões de metros cúbicos por ano. Israel é capaz de suportar essa perda. Portanto, não deveríamos permitir que os palestinos desenvolvessem qualquer atividade agrícola, porque tal desenvolvimento virá em prejuízo de Israel. Certamente, nunca permitiremos aos palestinos suprir as necessidades hídricas da Faixa de Gaza por meio do aqüífero montanhoso. Se purificar a água do mar é uma solução realista, então deixemos que o façam para as necessidades dos residentes da Faixa de Gaza".

E na Guerra pela Água vale tudo: os israelenses bombardeiam tanques d'água, grandes ou pequenos (muitas vezes construídos nos telhados das casas), confiscam as bombas d'água, destroem poços, proíbem que explorem novos poços e novas fontes d'água (a Cisjordânia, em 2003, contava com cerca de 250 fontes ilegais e a Faixa de Gaza, com mais de 2 mil). Israel irriga 50% das terras cultivadas, mas a agricultura na Palestina exige prévia autorização. Então, furto de água das adutoras de Israel é comum naquela região. A regra do jogo é esta: enquanto o palestino não tem acesso à água para beber, o israelense acostumou-se ao seu uso irrestrito. Sendo assim, dá pra imaginar uma outra forma de divisão ou de uso compartilhado desses recursos hídricos para os próximos anos? Dá pra imaginar a sobrevivência de qualquer estado e, nesse caso, da Palestina sem o controle efetivo do acesso e da distribuição dos recursos hídricos que necessita? Botar a mão na água é coisa antiga. Britânicos e franceses no Oriente Médio definiram as fronteiras (em especial da Palestina) de olho nas águas da bacia do rio Jordão. Desde 1948, Israel prioriza projetos, inclusive bélicos, para garantir o controle de água na região. Dentre estes: - a construção do Aqueduto Nacional (National Water Carrier); - em 1967, anexou os territórios palestinos de Gaza e Cisjordânia e tomou da Síria as Colinas do Golã, ricos em fontes de água, para controlar os afluentes do Rio Jordão. Sobre esta guerra, Ariel Sharon falou que a idéia surgiu em 1964, quando Israel decidiu controlar o suprimento d'água;- em 2002, a construção o 'muro de segurança' viabilizou o controle israelense da quase totalidade do aqüífero de Basin, um dos três maiores da Cisjordânia, que fornece 362 milhões de metros cúbicos de água por ano. Segundo Noam Chomsky, "o Muro já abarcou algumas das terras mais férteis do lado oriental. E, o que é crucial, estende o controle de Israel sobre recursos hídrico críticos, dos quais Israel e seus assentados podem apropriar-se como bem entenderem..." (2).

Antes do muro, ele já fornecia metade da água para os assentamentos israelenses. Com a destruição de 996 quilômetros de tubulação de água, agora falta água para beber à população palestina do entorno do muro;- antes de devolver (simbolicamente) a Faixa de Gaza, Israel destruiu os recursos hídricos da região. E, até hoje, não há infra-estrutura hídrica nas regiões palestinas. Quantos falam a respeito disso?

Em 2003, na 3ª Conferência Mundial sobre Água, em Kyoto, Mikhail Gorbachev bateu na tecla dos conflitos mundiais pela água: contabilizou, na época, 21 conflitos armados que objetivavam apropriação de mais fontes de água; destes, 18 ocorreram em Israel.Gestão conjunta, consumo igualitário de água, ética e consenso na água - palavras bonitas no papel, nas mesas de negociação, na mídia. Na prática, é utopia. O que a ONU e os donos do planeta estão esperando para exigir que Israel cumpra as regras internacionais sobre águas mesmo que estas contidas em convenções, acordos, declarações (e outras abobrinhas)?
Quem vai ter coragem de criar regras claras e objetivas para punir a violação dos direitos dos povos e nações à sua soberania sobre seus recursos e riquezas naturais?*

Ver:
http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/internacional/2002/11/23/jorint20021123004.html
(1) Do livro de Noam Chomsky: Novas e Velhas Ordens Mundiais, São Paulo, Ed. Scritta, 1996.
(2) http://www.galizacig.com/actualidade/200403/portoalegre2003_muro_humilhacao_e_roubo.htm

(*) Ana Echevenguá, advogada ambientalista, coordenadora do programa Eco&Ação, presidente da ong Ambiental Acqua Bios e da Academia Livre das Águas, e-mail:ana@ecoeacao.com.br, website: http://www.cartamaior.com.br/templates/www.ecoeacao.com.br

Falô BelÊ! Belê Total...